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Expansão de grandes redes no Brasil impulsiona strip malls
Ritmo acelerado de crescimento é um contraste com o cenário macroeconômico e uma oportunidade para os centros comerciais de vizinhança
21/10/2026 10h16
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A consolidação do modelo de strip malls vem se firmando como uma das principais e mais eficientes estratégias de expansão para grandes marcas nacionais e internacionais no Brasil. O movimento ganha novo impulso com a recente confirmação da chegada da norte-americana Shake Shack ao país, por meio de uma parceria com a BOLD, que detém as redes Outback, Abbraccio e Aussie.

O acordo prevê que a empresa, atuando como master-franqueada, abra pelo menos 40 unidades da rede até 2036, com potencial para centenas de lojas nos próximos anos. A iniciativa reflete uma tendência mais ampla do mercado, que conta também com a chegada da chinesa MIXUE e a proliferação de formatos rápidos de grande conveniência, como as unidades drive-thru do KFC.

Embora o cenário macroeconômico atual imponha desafios severos a diversos setores do varejo, resultando no endividamento de grandes redes e no aumento expressivo dos pedidos de recuperação judicial, segmentos específicos mantêm um ritmo acelerado de expansão orgânica.

Empresas de alimentação e conveniência como McDonald’s, KFC e Outback, somadas a grandes redes de farmácias tais como Pague Menos, RaiaDrogasil e DPSP, além de hipermercados no formato atacarejo, clínicas de estética e redes de academias (como Smart Fit, Panobianco, Selfit, Skyfit e Bluefit), continuam ampliando sua presença física pelo país.

Para sustentar esse ritmo de crescimento com eficiência operacional e proximidade física com o consumidor, o comércio de vizinhança tornou-se uma alternativa fundamental. Os strip malls surgem como resposta estratégica para marcas que buscam alto tráfego de clientes, facilidade de acesso, estacionamento rápido e custos operacionais reduzidos em comparação aos shoppings tradicionais.

"O modelo de strip mall atende perfeitamente ao comportamento do consumidor moderno, que prioriza a conveniência, a praticidade e a rapidez nas suas decisões diárias de compra e lazer. Para as redes em expansão, esses empreendimentos garantem visibilidade imediata e uma ancoragem muito forte na vida do bairro", destaca Marcos Saad, sócio-fundador da MEC Malls, empresa especializada na concepção e gestão desse tipo de centro comercial.

A relevância do formato ganha ainda mais peso na implementação de modelos operacionais híbridos, que integram atendimento presencial, retirada rápida e operação de delivery.

"Quando analisamos o movimento de marcas globais e locais migrando para formatos de vizinhança, percebemos que o strip mall não é apenas uma escolha imobiliária, mas também uma ferramenta crucial de inteligência de mercado. Ele permite uma penetração capilar em regiões estratégicas com investimentos otimizados e retorno consistente", complementa Mario Thurler, sócio-fundador da MEC Malls.

Com a entrada de novos players globais e o fortalecimento de redes já consolidadas, a tendência é que os centros comerciais de vizinhança continuem a liderar a transformação do ecossistema de varejo urbano no Brasil nos próximos anos.